Nerd Pai D'égua

Amigos Nerds de Belém que gostam muito de várias coisas

Arquivos Mensais: novembro 2010

Call of Duty: Black Ops

Black Ops

Só pra deixar claro estarei comentando sobre Roteiro, Gráficos, Gameplay, Áudio e Replay do jogo com notas baseadas no esquema abaixo:

1-3 = ruim / 4-6 = bom / 7-9 = otimo / 10 = excelente

Roteiro

A história se passa na década de 60, acompanhando as operações secretas ou “Black Ops”, que são os caras que fazem todo trabalho sujo sem se preocupar com as leis ou protocolos militares. O jogo começa com o personagem principal preso a uma cadeira dentro de uma sala sendo interrogado com varias tv’s na frente com sequência de números e imagens, as fases se passam na lembrança do personagem, revivendo batalhas que ele já havia travado, são 15 fases ao todo e dessas fases, duas são com personagens diferentes.

O roteiro é bem previsível em algumas partes, e se quem jogar prestar bem atenção, pode até conseguir chutar o que ta acontecendo. Mas nem tudo é dado de cara assim e com certeza até o fim do jogo várias surpresas aparecem, além disso a história do jogo envolve situações nunca utilizadas antes em um jogo sobre “Guerras Antigas”.

Ponto positivo pro pessoal da Treyarch, roteiro simples e fácil de se “digerir” com várias ligações a fatos reais, não é nada de extraordinário, mas com certeza bem ousado!

Nota: 8/10

Gráficos

O jogo contem gráficos bonitos e bem feitos, a Treyarch utilizou de uma versão modificada do motor gráfico “IW Motor” o mesmo do Modern Warfare 1 e 2. Muitos estão reclamando que a Treyarch fez um porte ruim pro PS3, analisei um vídeo em HD das versões do PS3 e 360 e em certas partes é visível que o gráfico do 360 ta melhor, porém em outras a situação se inverte.

Versão PS3 em uma bela TV

Joguei a versão do PS3 e posso dizer que fiquei satisfeito, mas com os jogos da atualidade sei que poderiam ter feito algo melhor, porém nada tão sério que atrapalhe a experiência do jogo!

Nota: 8/10

Gameplay

E é aqui que o jogo me ganhou! Como se não fosse suficiente ousar com a história a Treyarch ousou no gameplay do jogo também ou posso dizer que pegou a ideia da Infinity Ward e expandiu! Normalmente em um jogo FPS você passa 99,9% do tempo andando e algumas vezes você entra em algum tanque, em Black Ops você dirige uma moto, um tanque, comanda uma tropa através de um Blackbird! Apontando para aonde eles devem ir e logo em seguida a câmera desce e você controla um dos soldados, um barco e um helicóptero Hindu! Sem dizer de uma parte em que você faz um salto livre de uma montanha e logo em seguida abre o paraquedas!

Esse com certeza é o caminho, você não passa 15 fases só andando e atirando, e isso faz com que o jogo não se torne repetitivo o que é um mega ponto positivo! Os controles respondem bem e você tem a possibilidade de configurar a sensibilidade do analógico e o esquema de botões é basicamente o mesmo de todos os jogos de tiro!

Nota: 9/10

Áudio

Na geral da para dizer que o áudio de Black Ops está muito bom! Assim como nos gráficos estão reclamando dos sons que as armas fazem onde no PS3 esta ruim e no 360 está bom, não consegui perceber diferença e nem achei ruim! Trilha sonora excelente, bem feita e colocada em momentos certos, que só faz melhorar o gameplay do jogo!

Não posso deixar de falar que 2 músicas do Rolling Stones fazem parte do jogo, Sympathy for the Devil e Gimme Shelter! Duas músicas excelentes e que combinam perfeitamente com o jogo!

Nota: 8.5/10

Multiplayer

Black Ops MP Customização

Esse modo na real é uma versão atualizada do modo multiplayer do Modern Warfare 2 e poderia dizer que é BEM atualizado, muitas das reclamações do modo online do MW2 foram arrumados e várias coisas adicionadas uma delas é a quantidade de customização que pode ser feito e que você tem dinheiro digital os CP! Diferente do MW2 armas e equipamentos são liberados por level e todos os acessórios são liberados na hora! Você só depende do dinheiro para comprar e equipar! Os killstreaks ainda estão lá, com novidades e outros já conhecidos como o Spy Plane que mostra no mapa a localização dos inimigos até novos como o carrinho de controle remoto equipado com explosivos RC-XD, que serve para reconhecimento de área e explodir os inimigos!

Não posso me esquecer que foi adicionado o modo Theater,aonde você pode rever partidas onlines recentes sozinho ou com amigos, tirar fotos de certas cenas e criar clipes que podem posteriormente serem enviados para conta no site do jogo e direto pro youtube!

Nota: 7/10

Replay

Nem tenho muito o que falar sobre o replay, como sou um viciado nos Trophys/Achievements zerei o jogo 2x uma no regular e outro no veterano e refiz algumas fases para pegar troféus que faltaram. Além disso o modo multiplayer vai te prender por um bom tempo! São 50 level e cada vez que alcança o nível máximo você pode voltar ao nível 1 e ganhar o lv Prestige, são 15 ao todo! E não posso deixar de falar do modo Zombies! Aonde você tem que sobreviver o máximo de tempo que conseguir enfrentando as hordas de zumbis! Tanto multiplayer offline como online!

Nota: 9/10

Resumindo Call Of Duty Black Ops é basicamente o FPS de guerra de sempre! Porém melhorado, em vários sentidos! O jogo esta bonito, divertido e bem feito, com certeza a Treyarch poderia ter melhorado gráficos e som, mas não tenho do que reclamar, excelente jogo!

Nota Geral: 8.3

Final Fight Double Impact…O Clássico no Lixo

 

O título é lindo mas o jogo...

Fala galera! hoje estou trazendo para vocês este antigo review para salvar mais algumas pessoas do jogo Final Fight Double Impact que todos esperavam que fosse ficar uma beleza de lindo mas que terminou ficando uma beleza de tosco. “Como assim?” vocês devem estar se perguntando pois então continuem lendo para saber os motivos deste ter sido um dos maiores fracassos da Capcom em termos de remake mas que ninguém conseguiu admitir.

O jogo foi lançado neste mês de abril para XBox Live e Playstation Network e desde que foi anunciado, vem sendo esperado por muitos fans. Para vocês terem uma idéia, minha namorada comprou um cartão da PSN pelo ML só para poder jogar o Final Fight no lançamento.

Outro detalhe sobre este lançamento é o nome Double Impact, que não quer dizer novidade e sim que Final Fight vem junto com o antigo Magic Sword onde você é um guerreiro que sai limando todo mundo pela frente até chegar no topo da torre para arrebentar com o último chefe e fazer sua escolha pelo bem ou mau.

Bom, vamos ao jogo. De cara a interface é bem bacana, um arcade dentro de um cenário todo detonado que lembra os cenários de Final Fight. Neste cenário você pode ver de longe o arcade original do jogo, passando as imagens e ainda escutar o som do jogo rolando enquanto faz suas configurações. Nesta hora, temos a opção de trocar de jogo e damos de cara com um local logo atrás de Final Fight, só que agora caracterizando o ambiente de Magic Sword e com o arcade original do mesmo.

Os gabinetes virtuais de Final Fight e Magic Sword

 

Dentro das as opções de modo de jogo para ambos, temos a opção cabinet onde você pode jogar vendo uma parte do arcade e a tela do jogo (pessoalmente está é a melhor), centralizada, com zoom e em widescreen (sem dúvida a pior). Quanto a melhoria gráfica, você tem a disposição os modos arcade, clássico, suavizado e com contraste e formas mais marcadas (crisp).

Na ordem: Arcade, Clássico, Suavizado e Crisp

 

O jogo continua o bom e velho Final Fight que todos adoramos ou seja, nada foi tirado ou acrescentado. A jogabilidade continua a mesma inclusive os mesmos macetes velhos de guerra funcionam que é uma beleza.

Esse desenho foi triste

Os Acréscimos neste “remake” foram: o modo online “Join in”, onde você pode entrar em qualquer jogo como se estivesse colocando uma ficha num arcade; o multiplayer e a seção do cofre (vault), onde você destrava uma série de ilustrações, imagens, páginas do quadrinho do Final Fight feitas pelo estúdio Udon e até mesmo um episódio especial com a galera do Final Fight em um antigo desenho do Street Fighter que passava no SBT.

 

Fora isso, de novo não tem mais nada e ainda tem mais, na versão para PS3 a empresa que produziu o jogo anulou a possibilidade de quem compra o jogo poder compartilhar e caso você o faça, o jogo fica bloqueado por 24 horas depois que alguém que compartilhou jogou. Conclusão, galera que gosta de fazer vaquinha ou comprar no ML, nem tentem porque é barca furada. A Capcom já apareceu para pedir desculpas por essa grande bobagem mas não confirmou se vai ou não corrigir esta grande bobagem. Os coitados estão pensando que não estão vendendo porque a galera está se reunindo para comprar e não porque os remakes deles estão decaindo.

Finalizando, o jogo é o bom mas convenhamos, quando você vende um conceito de remake e no fim aparece com a mesma coisa, é uma falha. Não precisa mudar o jogo mas dar uma guaribada no visual é fundamental nessas horas. Isso decepcionou muitos que estavam loucos pelo remake desse jogo mas também existem os cegos que preferem assim. E eu só tenho uma coisa para falar pra esses, joguem o emulador então que é bem melhor ou comprem um arcade do Final Fight.

Alguns bons exemplos de excelentes remakes são o Turtles in Time, que ficou uma beleza e preservou toda a jogabilidade; Prince of Persia, foi transformado em um 2,5D mas continuou com tudo como foi deixado no primeirão que saiu; After Burner Climax; 1942 ficou fantástico e o Sparkster ou Rocket Knight.

Dragons Lair Trilogy – Um exemplo de relançamento

Dirk esta de volta

Fala Galera, bom para falar desse relançamento para o Wii temos que olhar para sua primeira versão nos Arcades no ano de 1983. Foi o primeiro jogo lançado em Laser Disc e com os desenhos do Ex funcionário da Disney Dan Bluth fez com que Dragons Lair vencesse a barreira da crise que se abateu no mundo dos games na década de 80 e foi um dos Arcades mais jogados naquele período devido aos seus gráficos/animações.

Este também foi o primeiro jogo que mostrou o elemento Quick Time Event, o qual dá ao jogador o controle sobre o personagem enquanto o mesmo esta dentro de uma cutscene. Hoje nós podemos ver este elemento dentro de diversos jogos combinados com outro tipo de jogabilidade mas como Dragons Lair era um desenho animado, o jogo inteiro se baseou em Quick Time Events.

É muito difícil analisar um clássico como esse mas o fato de que a Digital Leisure fez um trabalho tão bom neste relançamento nos dá vários bons motivos e fatos para isso.

Graficamente o jogo é mesmo de quando foi lançado só contando mesmo com o melhoramento do jogo para a qualidade de exibição  que contamos atualmente. Ou seja, o jogo foi completamente remasterizado e distribuido nas versões standard e widescreen. O que chama realmente a atenção é a interface para o conjuntos de jogos. Na tela de entrada você verá um display de Dirk, o Bravo e quando você aperta o botão para começar, é levado para um espaço contendo os modelos em 3d das máquinas originais de cada jogo: O Dragons Lair, Dragons Dragons lair 2: Time Warp e Space Ace. Tudo isso com um excelente acabamento gráfico.

As telas de início, das máquinas e as opções do jogo escolhido

 

A história dos três jogos é basicamente a mesma: Fazer com que o héroi resgate sua princesa. O legal é que ambos os heróis são, apesar de aparentarem uma postura de super-heróis, são patetas e bem medrosos. Ou seja, são muitas situações em que eles escapam por muito pouco da morte e ainda de formas não muito inteligentes ou heróicas.

O áudio esta impecável, os efeitos sonoros são ótimos e as músicas também são excelentes pois dão ritmo ao jogo e impulsionam o jogador a seguir em frente mesmo quando a morte bate a porta de Dirk, o que não é muito raro de acontecer com qualquer tipo de player.

Algumas das muitas cenas de Dirk quando abraça a morte

 

A jogabilidade, apesar de centrar-se em apertar os botões nos momentos exatos, é boa pois o jogador tem uma série de opções de jogo. Você pode deixar o jogo igualzinho como era no original, ligar a opção para mostrar os ícones de cada botão quando forem necessários ou deixar os gráficos dos botões permanentes na tela e apertar quando um deles brilharem. Outra opção que é dada para o jogador é de jogar a campanha original, que contém menos cenas e é bem mais rápida, ou de jogar a versão extendida ou caseira que contém todas cenas e ainda finais alternativos. Quanto ao nível de dificuldade, o jogador pode escolher sempre entre dois: fácil ou difícil. Vou ser sincero com vocês, a única coisa que muda entre os níveis é a velocidade com que você tem que apertar o botão no momento certo, fora isso, mais anda. Outra cosia que o jogador pode escolher é de assistir na integra todo o desenho e identificar os momentos corretos em que terá de pressionar o botão e depois jogar ou simplesmente para ver a animação deste ótimo artista.

Uma das formas de jogar disponível para todos os três títulos

 

A taxa de replay é muito relativa, pois depende demais de cada um. Como os três jogos são bem rápidos de se terminar e ainda contam com apenas uma forma de se jogar, o replay é infelizmente muito baixo para muitos jogadores. Somente os jogadores que gostam de ter em mãos os clássicos para jogarem de vez em quando é que irão jogar diversas vezes os três jogos.

Concluindo, este jogo foi feito para poucos hoje em dia mas na sua época foi um fenômeno poderoso que conseguiu se sustentar durante uma grande crise da indústria de games e ainda estabeleceu um elemento de gameplay que até hoje é utilizado em muitos jogos. Por esta razão, deixarei este jogo sem uma média pois a mesma seria injusta tanto para aqueles que conhecem e gostam quanto para aqueles que não conhecem mas que, quando fossem jogar, iriam odiar. Por este motivo que deixarei um vídeo com um pouquinho do gameplay para que todos possam tirar suas conclusões sobre este grande clássico.

Para conhecer mais sobre este jogo olhem nestes links:

Wikipedia

Digital Leisure

Sonic 4…só um cego diz que é bom

Olá pessoal, desculpem pelo título caso alguém tenha gostado desse jogo mas lamento informar que este é um belo exemplo de jogo mal feito.

até o Sonic diz não para esse jogo

 

Se decepção matasse eu teria morrido no momento em que comecei a primeira fase desse lixo. Muitos devem estar se perguntando: “Como que esse retardado tá falando mal de algo que muitos falaram bem e o jogo até bateu recorde de vendas?”. Eu explico pessoal, o primeiro elemento que faz Sonic4 ser uma porcaria é quando você identifica a diferença de detalhes do cenário para o porco-espinho. A diferença é gritante na quantidade de tons que existem no cenário e no modelo 3d do sonic, é terrível, parece que o Sonic foi colado no cenário. Outra característica que reforça ainda mais o que eu digo é quando você começa a andar com o sonic, literalmente o pé de Sonic atravessa o cenário. Muitos pensam o seguinte quando vêem isso: ” Que cara otário, é que nem os jogos onde você saia batendo nos inimigos, o cenário é meio inclinado. Bom eu digo para vocês que é bem diferente pois o princípio funciona desta forma: Caso o cenário fosse um pouco inclinado, sempre iriamos ver uma parte do topo do resto do cenário devido a perspectiva e galera não é isso que acontece como vocês podem ver nas fotos. O pior é quando você deixa o Sonic parado por um tempo e ele se deita no chão, dá para ver ele deitado no brilho do cenário e não no topo. Para finalizar com a parte gráfica, caso alguém duvide, deixe o Sonic parado e ele ficará acima do brilho e sobre o chão.

A linha vermelha marca o topo do cenário

 

Uma característica que sempre marcou os bons jogos do Sonic foi o áudio fomado pelas músicas que hoje estão presentes no Video Games Live e nos efeitos sonoros que até hoje estão na mente dos que jogaram Sonic. Quanto aos efeitos sonoros o jogo esta OK, ou seja, estragaram as músicas. As músicas das fases estão terríveis, no primeiro momento as músicas não incomodam tanto mas no decorrer do jogo as músicas passam a incomodar muito pois não acompanham o ritmo do jogo. As músicas simplesmente passam a impressão de que tudo foi feito as pressas sem um pingo de respeito pelos fãs que aguardavam tanto este jogo.

Por favor preciso de algo para me ajudar a correr

A jogabildiade é a mesma velha conhecida dos que já jogaram outros Sonics a única diferença é quanto a velocidade.

Muitos estão reclamando da física mas o problema não é esse de fato porque a física esta ok, o problema mesmo se encontra na falta de velocidade que acaba dando a impressão de que a física é falha. O Sonic sempre precisou doambiente para ganhar velocidade mas nesse jogo o deixaram completamente dependente de tudo ao seu redor. Você precisa recorrer as molas, tuneis, loopings, inimigos, cordas que balançam e todo o resto para poder ganhar um bom impulso porque se não você vai acabar jogando com um lesma. Nem parece o mesmo porco espinho que conseguia ganhar um bom impulso bastando alguns passos. Fora esse detalhe a jogabilidade é a mesma, sem tirar nem por.

Bom, não existe história para esse jogo pois ele se baseia no esquema de ranking, ou seja, sua colocação no ranking Online depende diretamente de sua pontuação em cada fase. Para quem gosta de ranking é um prato cheio agora para quem busca, nem que seja pelo menos salvar uma penca de animais das garras do Dr Robotinic e pegar todas esmeraldas, sinto muito mas este jogo não é para vocês.

Desculpe Robotinik mas você é só de enfeite nesse Sonic

 

O replay do jogo se sustenta no simples fato de que Sonic 4 dá aos jogadores a possibilidade de tentarem várias vezes diminuir o tempo de fechamento das fases para subirem no ranking. Outra forma de replay são os troféus e achievements disponíveis no PS3 e no 360 mas se você não liga para isso e nem para fazer speedruns, este jogo definitivamente não tem replay para você.

Para finalizar vamos as notas de cada quesito: Gráficos merecem um 4, o Áudio merece um 3 por preservarem os efeitos sonoros, jogabilidade 7, História 2, Replay 6. No total o jogo ganhou nota 6,4 o que só reflete sua jogabilidade e sua taxa  de replay com as devidas condições apontadas no review. Contudo, caros fãs de Sonic, não chorem pois Sonic Colors, ao contrário do que muuuuuuitos babacas falam, é perfeito.

Sonic você não conseguiu desta vez

Abraço a todos e até a próxima.